Interesse terapêutico da Homeopatia

Na arte quase sempre sutil da prescrição existe um trabalho que se reveste de um interesse profundo, nascido do próprio conhecimento do momento em que convém receitar este ou aquele medicamento, de acordo com as modalidades, ou seja, conforme as variações dos sinais apresentados pelo paciente.

Tratando-se, por exemplo, de um caso de gripe causada por uma exposição a um vento frio e seco, com febre elevada, a pele seca e ardente e havendo, além disso, uma agitação, um sentimento de angustia que às vezes chega até o medo da morte, deve-se prescrever o Aconitum (o acônito), remédio que, em sua patogenesia, reúne essas diferentes condições patológicas e essas diferentes reações.

Tratando- se, ao contrário, de um ataque gripal, que também se manifesta com febre elevada, mas que, ao contrário, vem acompanhado de transpiração abundante, a pele úmida, seguido de prostração (manifestações que são o inverso dos sinais precedentes), a escolha do medicamento recairá sobre a Belladona (a beladona).

Nota-se, então, que sob a influência da ação terapêutica do medicamento, sobretudo nas doenças de forma aguda, a evolução rápida da doença, criando sintomas novos, necessita de uma mudança na prescrição medicamentosa. Os sinais patológicos que, no início, levaram a optar por este ou aquele remédio, desapareceram sob a influência do primeiro medicamento para dar lugar a outros sintomas evolutivos da doença, exigindo, portanto, a administração de outros remédios.

Desse modo, vê-se, de certa forma, a afecção viver, e apenas a observação pertinente dos sintomas permitirá a alteração da prescrição e ajudara a dar um novo passo em direção à cura.

Para que a homeopatia seja realmente eficaz, é necessário um acompanhamento permanente do paciente pelo médico homeopata.

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