O interesse da oligoterapia

É interessante observar que, por seu método de preparo e por sua dosagem, os agentes medicamentosos à base de oligoelementos assemelham-se muito aos remédios utilizados em homeopatia.

Na verdade, o método de preparo de um oligoelemento consiste em fixar e levar ao seio de um substrato natural, estável e assimilável, um elemento, metal ou metaloide, reduzido ao estado coloidal. Esse último, assim ultra dispersado, deixa lenta e progressivamente no organismo a dose mínima especificamente necessária à ação terapêutica.

Para citar apenas alguns exemplos colhidos entre os oligoelementos mais comumente utilizados, nota-se que a prata, prescrita sob a forma medicamentosa, é dosada em cada ampola à base de 0,0032 g por ml. O arsênio em oligoelemento, por sua vez, é dosado à base de 0,0002 g por ml para uma ampola de 2 ml. O magnésio é ativo na proporção de 0,0003 g por ml.

Se compararmos a ação farmacodinâmica de um remédio homeopático preparado segundo a técnica hahnemanniana clássica e seu homólogo, metal ou metaloide preparado sob a forma coloidal, vamos nos surpreender com a similitude das indicações terapêuticas comuns ao mesmo principio ativo, porém apresentado sob dois aspectos diferentes: glóbulos e oligoelemento.

Por fim, o oligoelemento age respeitando o ritmo dos fenômenos biológicos e não os transtornando, como acontece com excessiva frequência com a prescrição de remédios em doses elevadas demais. Administrado junto com a homeopatia mais próxima dele, patogeneticamente falando, reforçara a ação desse sobre o terreno próprio do indivíduo e contribuirá para modificar o aspecto e a evolução da expressão clínica do momento.

A oligoterapia, como se sabe, pode também associar-se perfeitamente às outras terapêuticas ditas naturais, tanto em se tratando da fitoterapia, dos tratamentos termais ou climáticos, da balneoterapia sob suas diferentes formas, como, às vezes, até mesmo, da Psicoterapia.

Ela praticamente não tem contraindicações e, pelo próprio grau infinitesimal da dose empregada, protege o doente das intoxicações medicamentosas e dos efeitos secundários.

No Brasil, temos toda a gama de metais, tanto os usados na homeopatia como os usados pela farmacologia clássica, como o ferro, o zinco e o cobre.

Dispomos, agora, também da mais moderna concepção em oligo minerais chamados quelatos, ou seja, minerais presos em moléculas de aminoácidos para terem uma melhor absorção. São encontrados somente em farmácias especializadas.

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