Família Gracie: a história dos fundadores do Jiu-Jtisu brasileiro

“Se você quer ter sua face esmurrada e arrebentada, seu traseiro chutado e seus braços quebrados, entre em contato com Carlos Gracie no endereço…”. Com este anúncio em jornais da década de 20, Carlos Gracie anunciava seus dotes de luta para poder pagar suas contas e também demonstrar a superioridade do jiu-jítsu (a “arte suave”, em japonês). Ele aprendera as técnicas com um mestre japonês e as adaptava para iniciar a única arte marcial brasileira realmente internacional.

A mensagem do anúncio era ousada. Mas Carlos Gracie, morto em 1994 aos 92 anos, tinha condição disso. Assim como seus irmãos (como Hélio), filhos (como Carlson e Rolls), sobrinhos (como Rickson, Royce e Rorion), netos (como Ryan) e bisnetos. Juntos e com um orgulho familiar incomum, os Gracie aperfeiçoaram a versão brasileira da luta ancestral japonesa com manobras de imobilização que possibilitam a alguém fisicamente mais fraco sobrepujar um oponente mais forte. E desafiaram e derrotaram praticantes de judô, caratê, capoeira, boxe, luta-livre e tantas outras modalidades.

O Jiu-Jitsu brasileiro se espalhou, superou em importância o jiu-jítsu original, triunfou em competições de vale-tudo e transformou o sobrenome Gracie numa marca forte, invejada, respeitada e temida. Que hoje se impõe com cerca de 150 descendentes do clã lutando, administrando academias ou apenas ensinando a arte no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Europa, Japão e Emirados Árabes.Continue a ler »Família Gracie: a história dos fundadores do Jiu-Jtisu brasileiro