Plantas medicinais classificadas por categorias

Em grande número de casos a eficácia medicamentosa das plantas revela-se benéfica, embora seja necessário conhecer suas propriedades. Esse conhecimento implica numa classificação dos vegetais terapêuticos de acordo com sua ação sobre o organismo doente; essa ação, aliás, é função dos próprios elementos que entram na composição das plantas medicinais.

Plantas Estimulantes: Sua ação deve-se, sobretudo aos princípios aromáticos contidos na planta, os quais se encontram principalmente nas umbelíferas. São, pois, utilizadas nos estados depressivos. Estes princípios aromáticos agem eletivamente sobre o sistema nervoso (com a hortelã, o tomilho, o alecrim, o manjericão); ou sobre o sistema digestivo (com o funcho, a erva-doce e a hortelã).

Plantas Calmantes: Os elementos que entram na composição das plantas medicinais são capazes de agir sobre as diferentes zonas do sistema nervoso. Sobre os nervos motores do sistema muscular, em caso de cãibras ou de contraturas, nos casos de sensação de dor e de espasmos digestivos. Poderemos escolher entre a valeriana, a hortelã e a camomila. Se se tratar de acalmar uma dor muito aguda, poderemos recorrer à passiflora, ao nenúfar. Quanto às plantas que agem como calmante da tosse, citaremos o guaco.

Em caso de insônia por hiperexcitabilidade cerebral, escolheremos o espinheiro-alvar ou o lúpulo.

Plantas Emolientes: Todas as vezes que se apresentar um estado congestivo ou inflamatório dos tecidos ou dos órgãos, pensaremos na betônica, no malvaisco, na linhaça, para aplicações locais, ou na malva.

Plantas Fortificantes: Os efeitos tônicos são obtidos graças à ação de certas plantas de propriedades adstringentes que deixam um gosto amargo na boca, mas cuja ação sobre o sistema digestivo será fortificante. Entre estas citaremos: o dente-de-leão e a alcachofra, além de outras. A genciana, o funcho e abrunho são recomendados ao dispéptico; a chicória brava ao que sofre de insuficiência hepática; o cardo-santo ao que sofre de falta de apetite. Se se tratar de fortificar o músculo cardíaco, recorreremos ao adônis e ao espinheiro-alvar. O tanino, contido em grande número de vegetais, como os frutos dos ciprestes e o marmeleiro, age ao mesmo tempo como elemento de proteção e fator adstringente.

Foto mostrando um pé de alcachofra

A Alcachofra ajuda a fortalecer o organismo

Plantas de Ação Coagulante: Muitos vegetais contêm pectina, substância que tem a propriedade de aumentar o poder de coagulação do sangue. Citaremos a roseira brava e o morangueiro.

Plantas Diuréticas: Reconhece-se que um bom número de plantas exerce uma ação favorável sobre o volume de secreção urinaria. Entre estas citaremos, em primeiro lugar, a cerejeira e o capim. Muitos outros vegetais possuem as mesmas propriedades, como o milho, o aspargo, a uva Ursi e a cavalinha.

Plantas Sudoríferas: Durante as afecções febris, quase sempre é interessante fazer o doente suar abundantemente. Para tanto, recorreremos ao sabugueiro e às canelas da China ou do Ceilão.

Plantas Hipotensoras: Pode-se agir sobre o estado de constrição dos vasos sanguíneos, o que se traduz clinicamente por hipertensão, prescrevendo o espinheiro-alvar, o limoeiro, a efreda, o visco ou o salgueiro.

Plantas reguladoras da função intestinal: Nesta categoria podemos incluir as plantas medicinais que agem sobre a secreção intestinal. Algumas favorecem o aumento desta secreção, como acontece com as plantas purgativas, entre as quais se podem citar a cascara sagrada, a sene e a frângula. Em duas fases da vida – a infância e a velhice – recomenda-se a malva e a flor do pessegueiro. Outras plantas, ao contrário, devem ser utilizadas em caso de diarreia, como a casca de carvalho, a murta e a sálvia. Se o doente sofre de parasitose intestinal deverá procurar o feto-macho-verdadeiro, se houver um caso de tênia, e losna, se houver ascarídeos.

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Plantas Colagogas e Coleréticas: Às pessoas que sofrem de insuficiência hepática, onde a secreção biliar é insuficiente e a excreção de bílis parcialmente entravada pela existência de um obstáculo orgânico (calculas, dep6sitos biliares), indicaremos, no primeiro caso, a cenoura, a chicória e o alecrim e, no segundo caso, a losna, a alcachofra e o cardo marinho.

Plantas Depurativas: Limpar o sangue e purificar o organismo das toxinas por ele produzidas, também pode ser tarefa das plantas medicinais. Estas serão escolhidas conforme sua ação específica sobre o órgão a ser drenado:

  • Para o fígado, recorreremos à alcachofra, à cenoura ou à quelidônea;
  • Para o sangue, a escolha recairá sobre a bardana ou a genciana amarela;
  • Para as vias urinarias, infectadas pelo colibacilo e o estafilococo, prescreve-se a borragem, a malva, o dente-de-leão ou a cavalinha. Se houver ameaça de cálculos urinários ou de pedras na bexiga, deve-se escolher, de preferência, a bolsa-de-pastor, a milfurada ou a verbena.

Plantas Remineralizantes e Reconstituintes: Muitas doenças têm um efeito carencial sobre certo número de sais minerais cuja presença é indispensável ao metabolismo normal do organismo. Para remediar sua ausência, aconselha-se o aipo silvestre, a aveia, a chicória, o agrião e o espinafre.

Além da carência de sais minerais, o organismo também pode sofrer a falta de outros elementos reconstituintes. É o que ocorre nas convalescenças de doenças graves ou de intervenções cirúrgicas sérias. Muitos produtos naturais podem, então, suprir essa falta: o aipo, a beterraba, a tâmara, as nozes, o olemeiro e a tanchagem.

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