Propriedades químicas das águas minerais

No início acreditou-se que o tratamento com águas minerais tinha um valor valor puramente psicológico por intermédio dos banhos ou das duchas no tratamento das doenças nervosas ou mentais. Entretanto, convém reconhecer que o tratamento termal clássico considerado unicamente sob a forma de ingestão de água na própria fonte, tem um valor terapêutico que não deve ser atribuído à simples sugestão, mas aos próprios elementos que entram na composição da água mineral.

Na verdade, por análise química, as águas minerais revelam-se soluções muito complexas. Encontram-se presentes nelas, primeiramente, sais de ácidos e de bases em concentrações diferentes, ionizados em ânions e em cátions. Entre os ânions, os sais de: ácido clorídrico e ácido sulfúrico, e entre os cátions, os sais de: sódio, potássio, cálcio e magnésio.

Além disso, em estado livre elas contêm alguns ácidos fracos, entre os quais o ácido carbônico. Independentemente desses componentes, algumas águas contêm corpos derivados tanto do enxofre (águas sulfurosas) como do arsênico (águas arsênicas) ou do ferro (águas ferruginosas), assim como elementos de menor importância como o boro, o iodo, o flúor, etc. Também encontraremos oligoelementos, entre outros o cobre, o zinco, o estanho, o bismuto etc., cujos efeitos terapêuticos foram mencionados em Oligoterapia.

Algumas águas de origem profunda e que jorram quentes contêm, em abundância, gás carbônico dissolvido, o qual é então recolhido para ser utilizado em certos tratamentos termais mais particulares. Finalmente, todas as águas que percorrem o solo em profundidade têm certa radioatividade que, na maioria dos casos, é ínfima. Em certas fontes, porém, essa propriedade radioativa, absolutamente desprovida de nocividade, é tão grande que é utilizada por seu poder sedativo no tratamento das afecções dolorosas.

Deve-se, pois, reconhecer a extrema complexidade das águas minerais nos mais diversos elementos, os quais agem em doses mínimas e lhes conferem propriedades terapêuticas inquestionáveis.

foto mostrando fonte de água mineral

Cada água mineral tem propriedades específicas mais ou menos indicadas para combater certas doenças

 

Classificação das Águas Minerais

Com o objetivo de simplificar esta classificação, que deve ser esquemática, e facilitar a compreensão da ação das águas termais, tomaremos como base o elemento químico que predomina em cada uma delas. Assim sendo, podemos dividir as águas de tratamento em cinco grupos principais:

  • Águas Bicarbonatadas: Formam o grupo mais importante. Conforme a predominância deste ou daquele sal, serão bicarbonatadas sódicas, cálcicas ou mistas;
  • Águas Sulfatadas: Ricas em tons sulfúricos brotam de terrenos salinos sulfatados. Conforme seus teores em sódio serão classificadas em sulfatadas sódicas e magnesianas, sulfatadas cálcicas ou sulfatadas ferruginosas;
  • Águas Doretadas: Todas são sódicas, pouco ou muito salgadas. Podem ser quentes ou frias:
  • Águas Sulfurosas: Suas fontes exalam um odor de hidrogênio sulfurado. Conforme seus cátions sejam alcalinos ou alcalino-terrosos, elas se subdividirão em águas sulfurosas sódicas e águas sulfurosas cálcicas;
  • Águas Pouco Mineralizadas: São ricas em propriedades físicas, tais como a radioatividade, e em oligoelementos. Seu valor terapêutico é inegável.

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