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Crack, cocaína mortal para os dependentes químicos

Se a cocaína já era um bomba, às vezes mortal,  para os dependentes químicos, agora uma outra modalidade impura dela, o crack, muito mais perigosa,  vem tendo o consumo aumentado a cada ano. O crack é a cocaína impura e é fumada. Para piorar a situação, o crack é mais barato do que a cocaína e mais potente, contribuindo ainda mais para a dependência química.

Seu nome deriva do verbo inglês “to crack” (em português corresponde a quebrar) pelo fato que os pequenos cristais de cocaínas, ao serem queimados,  dão estalidos como se estivessem quebrando.

A fumaça da queima do crack chega ao sistema nervoso em aproximadamente 10 segundos devido a grande absorção dos pulmões (muito maior do que a do nariz, quando a cocaína é cheirada). A rapidez do efeito do crack só se compara ao das drogas injetáveis – a cocaína injetável, por exemplo,  que quase não é usada no Brasil.

Seu efeito dura de 3 a 10 minutos, com uma sensação de euforia mais forte do que o da cocaína e logo em seguida depressão –  de vez em quando o usuário tem alucinações e paranóias.

Procura do tratamento para a dependência química do crack

O crack surgiu nos Estados Unidos na década de 1980 em bairros pobres de Nova Iorque, Los Angeles e Miami. O baixo preço da droga e a possibilidade de fabricação caseira atraíram consumidores que não podiam comprar cocaína refinada, mais cara e, por isso, de difícil acesso. Aos jovens atraídos pelo custo da droga juntaram-se usuários de cocaína injetável, que viram no crack uma opção com efeitos igualmente intensos, porém sem risco de contaminação pelo vírus da Aids, que se tornou epidemia na época.

No Brasil, a droga chegou no início da década de 1990 e se disseminou inicialmente em São Paulo.

O consumo do crack se alastrou no País por ser uma droga de custo mais baixo que a cocaína refinada (em pó). Para produzir o crack, os traficantes utilizam menos produtos químicos para fabricação, o que a torna mais barata. Ou então utilizam produtos químicos mais baratos, altamente tóxicos, para fazer o crack render mais como cal, cimento, querosene, ácido sulfúrico, acetona, amônia e soda cáustica.

Para popularizar o crack e aquecer as vendas, os traficantes esgotavam as reservas de outras drogas nos pontos de distribuição, disponibilizando apenas as pedras. Logo, diante da falta de alternativas, os usuários foram obrigados a optar e aderir ao uso.

Onde procurar tratamento para a dependência química do crack

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Tratamento da dependência química do crack– fatos e mitos

A entrevista abaixo foi feita Professor colaborador do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), o psiquiatra José Manoel Bertolote, com vasta experiência no tratamento da dependência química.

Nessa entrevista são abordas as reais chances de recuperação de dependentes de crack, avalia a importância da reinserção social e mostra porque é preciso mais que a desintoxicação para reduzir o índice de recaídas.

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